O blog tem como tema nesse mês de FEVEREIRO... o CARNAVAL!
A cada semana um nome celebrando a festa!
. João de Barro, o Braguinha
. Emilinha Borba
. Lamartine Babo
. Oswaldo Nunes
UM ENDEREÇO, UMA VIDA, UMA HISTÓRIA. Os endereços de personalidades brasileiras ou estrangeiras que moraram na cidade do Rio de Janeiro, ao longo dos tempos.

Emília Savana da Silva Borba, a Favorita da Marinha Emilinha Borba nasceu no bairro da Mangueira, no Rio de Janeiro, e ainda menina, contrariando um pouco a vontade de sua mãe, apresentou-se em
diversos programas de auditório e de calouros, acabando por participar do "Calouros do Ary", onde obteve a nota máxima, interpretando "O X do Problema", de Noel Rosa. Logo depois, começou a fazer
parte do coro da gravadora Columbia. Formou com Bidú Reis (Edila Luísa Reis) a dupla "As Moreninhas,", que gravou para a coleção"Discoteca Infantil", uma das adaptações de João de Barro, o Braguinha, a "A História da Baratinha". Desfeita a dupla, passou a cantar sozinha e foi logo contratada
pela Rádio Mayrink Veiga, recebendo de César Ladeira o título de "Garota Grau
Dez"."Não tive caso com Welles. A verdade é que ele se apaixonou por mim, me assediou e não conseguiu. Eu era 'crooner' do Cassino da Urca. Welles estava sempre lá. Conversei umas três vezes com ele. Disse que me faria uma estrela. Não falava inglês e fiquei sem graça diante daquele americano grandão. Foi passageiro".

Considerado como um dos melhores cronistas brasileiros, Rubem Braga (1913-1990) lançou seu primeiro livro de crônicas, O Conde e o Passarinho, em 1936.Aliás, Manuel Bandeira dizia que o amigo Braga quando tinha assunto era magnífico, mas quando não tinha, era melhor ainda.
Farnésio Dutra e Silva, ou Dick Farney (1921-1987), consagrado cantor, pianista e compositor carioca ficou famoso como crooner da orquestra de Carlos Machado, apresentando-se no Cassino da Urca e seu repertório era repleto de sucessos da música norte-americana.Em 1946, foi convidado para ir para os Estados Unidos, depois de encontrar-se com o arranjador Bill Hitchcock e o pianista Eddie Duchin, no Hotel Copacabana Palace.
Durante
esta temporada, gravou o famoso tema jazzístico Tenderly,
considerada a primeira gravação mundial da canção, a qual, mais
tarde, se tornaria sucesso na voz de Nat
King Cole.
"Meia-Noite
em Copacabana",
show bem ao estilo da Broadway, com temas americanos e brasileiros,
gravado ao vivo em 1956, e lançado pela gravadora Polydor, é
considerado um marco para a bossa nova, devido à mistura de samba
com jazz.
Com
o advento do novo ritmo, grava, a convite de Aloysio de Oliveira,
pela gravadora Elenco, o disco Dick Farney, com a participação
especial de Norma Bengell.
A
faixa Você (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli) é considerada uma
das mais belas gravações da bossa nova.
e o samba-canção Copacabana, de Braguinha e Alberto Ribeiro, que Dick Farney gravou em 1946, inaugurando a era do samba-canção, e definiu o artista como fundador do estilo que perdurou por muitos anos e influencia estilos até hoje.
Atuou
também com sucesso nos primórdios da televisão brasileira. Em
1959, no programa Dick Farney Show, na TV Record - Canal 7 de São
Paulo, e na recém-inaugurada TV Globo - Canal 4, Rio de Janeiro,
apresentando o programa Dick e Betty 17, com Betty Faria.
Dick Farney, que nos deixou aos 65 anos em 1987. Foi Nosso Vizinho Ilustre na Rua Júlio Ottoni em Santa Teresa, e a casa de nº 459, onde ele nasceu e morou até 1960, ainda guarda a placa em sua homenagem.
Outra versão é que o nome teria sido dado, de forma brincalhona, por um de seus praticantes em 1958, o humorista Millôr Fernandes, que naquela época fazia muito sucesso com suas páginas da coluna O Pif-Paf, da revista O Cruzeiro. Era uma forma de definir o pingue-pongue de praia como um esporte de "fresco".


Construído por Otávio Guinle, quinto filho de Guilhermina e Eduardo
Palassim Guinle, o emblemático Copacabana Palace Hotel tornou-se um símbolo dos
Guinle e do próprio Rio de Janeiro, ajudando a transformar a praia em que foi
erguido em uma das mais famosas do mundo. “A casa da Atlântica era um casarão em estilo normando que ocupava um quarteirão, indo da esquina da Rua Figueiredo Magalhães até a Domingos Ferreira. Tinha uma grande piscina de água salgada, construída pelo recato da matriarca Guilhermina, para não ter de se expor indo à praia.” (texto/livro Os Guinle, Clóvis Bulcão)
O castelinho da matriarca Guilhermina Guinle, era uma das maiores casas da orla do bairro e ocupava o centro de um grande terreno que ia até a rua Domingos Ferreira.Foi construído na década de 1910 para ser a casa de veraneio dos Guinle, e possuía um belo jardim frontal de frente para a praia.
O castelinho dos Guinle foi demolido nos final dos anos 1940, sendo substituído pelo Edifício Camões, inaugurado em 1952, provavelmente o primeiro grande prédio em volume da Avenida Atlântica.