domingo, 12 de março de 2017

CECÍLIA MEIRELES



 . Rua Smith de Vasconcelos, 30 -  Cosme Velho 


Resultado de imagem para cronica trovada da cidade de san sebastian"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."

Cecília Meireles (1901-1964), autora de uma vasta obra poética, foi a Crônica Trovada da Cidade de San Sebastiam, obra inacabada em homenagem ao Quarto Centenário do Rio, da qual só chegou a compor os primeiros vinte poemas, que definiu a escolha de Cecília Meireles para este mês de março de 2017, quando comemoramos os 452 anos de fundação da nossa mui heroica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. A autora desejava escrever um romanceiro completo em homenagem ao Rio, mas morreu após longa enfermidade. Obra dedicada à capital do ex- estado da Guanabara, com letra da poetisa e música de Camargo Guarnieri, são da Cantata os seguintes versos, que encerram a Crônica Trovada.

“Levantaremos todos os dias esta Cidade, sempre maior e mais bela, pois os seus naturais aumentam mais a beleza da terra.
“Levantaremos esta Cidade, Rainha das províncias e empório do mundo, e nela marcaremos a nossa vontade, o nosso destino, o nosso rumo”.

Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil, e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu na Rua da Colina, na Tijuca, em 7 de novembro de 1901. Concluiu seu curso primário na Escola Estácio de Sá, onde recebeu de Olavo Bilac, inspetor escolar do Rio de Janeiro, medalha de ouro por ter feito todo o curso com “distinção e louvor”.

"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a morte, que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno”.


Passeando pelo bairro do Cosme Velho, visitamos 
a primeira voz feminina de grande expressão 
na literatura brasileira, 
que tinha a musicalidade de seus versos, 
como uma das marcas do seu lirismo


 

Cecília Meireles foi nossa vizinha ilustre no bairro do Cosme Velho, na Rua Smith de Vasconcelos, 30.



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Professora diplomada pelo Instituto de Educação, exerceu o magistério no
antigo Distrito Federal até 1951, quando se aposentou. Criou e dirigiu a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, o Centro Infantil, que funcionou durante quatro anos no antigo Pavilhão Mourisco, no bairro de Botafogo.









foto da entrada da casa, abaixo à direita



Na biblioteca de sua casa, 
no sobrado da casa contemplando a paisagem 
ou passeando e apreciando as belezas do bairro, 
como o Largo do Boticário, 
 Cecília conviveu com o Cosme Velho.


   


Conhecida como a poeta da alma, são de sua autoria alguns dos mais belos versos da literatura brasileira, como Espectro, seu primeiro livro de poesias. Seguiram-se Nunca Mais, Poema dos Poemas, Baladas para El-Rei, Ou Isto ou Aquilo, obra prima dedicada ao público infantil, Solombra, Mar Absoluto e Romanceiro da Inconfidência, uma de suas obras mais conhecidas.

Realizou inúmeras viagens ao exterior, fazendo conferências sobre literatura, educação e folclore, uma de suas especialidades, em todos os continentes. Sua obra teve reconhecimento internacional: em 1952, tornou-se Oficial da Ordem de Mérito do Chile e, no ano seguinte, recebeu o título de sócia honorária do Instituto Vasco da Gama, de Goa. Foi também agraciada com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Déli, ambas na Índia, além de receber os prêmios de Tradução/Teatro, da Associação Paulista de Críticos de Arte, o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro "Poemas de Israel", da Câmara Brasileira do Livro e o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro "Solombra", da Câmara Brasileira do Livro.

Faleceu no Rio de Janeiro em 9 de novembro de 1964, recebendo inúmeras homenagens, após sua morte. Foi agraciada pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra, e emprestou seu nome à Sala Cecília Meireles, o grande salão de concertos e conferências do Largo da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro.


Em 15 de janeiro de 1989 entrou em circulação 
o Cruzado Novo, 
que teve na nota de 100 cruzados novos 
a imagem de Cecília Meireles.





 


sábado, 4 de março de 2017

ANDRÉ FILHO


 . Rua do Matoso, 78 -  Catumbi  



Resultado de imagem para andre filho compositorAntônio André de Sá Filho, ou simplesmente André Filho (1906-1974), apesar de ser o compositor de Cidade Maravilhosa, hino oficial do Rio, e de cerca de 500 canções, foi solenemente ignorado pela Prefeitura da cidade em todas as comemorações pelos seus 450 anos e que se realizaram ao longo de 2015.

Bacharel em ciências e letras, André fazia parte de uma família musical: ele tocava bandolim e violino, além de piano e violão. Suas irmãs, formadas pelo Instituto Nacional de Música, e que escreviam as partituras de suas composições, nunca seguiram a carreira artística.

O título Cidade Maravilhosa foi inspirado em um programa radialístico de grande sucesso à época, apresentado por César Ladeira, onde este lia as "Crônicas da Cidade Maravilhosa", escritas pelo futuro Imortal da Academia Brasileira de Letras, Genolino Amado.

Na década de 1960, no governo de Carlos Lacerda, a marchinha de André Filho foi indicada hino oficial da Guanabara, através de um projeto de lei apresentado pelo deputado Salles Netto, seu colega  de turma no Colégio Salesiano.

Cidade Maravilhosa foi composta em 1934, inscrita em um concurso de marchinhas para o Carnaval de 1935. Gravada por Aurora Miranda e André Filho  não levou o primeiro lugar, mas foi consagrada pelo público. Aurora gravou a marcha por sugestão de sua irmã Carmen Miranda, a qual pretendia lançar a irmã mais nova no cenário artístico e na rádio. Carmen passou, então, a incluí-la em todos os seus shows e no coro de suas gravações. Quando André Filho mostrou-lhe a música, Carmen achou que aquela seria uma oportunidade de ouro para a irmã. O compositor concordou imediatamente e, juntamente com Aurora, gravou Cidade Maravilhosa de forma magistral.






As irmãs Miranda foram as maiores intérpretes da obra do compositor.
Carmen gravou mais de 20 músicas de André, dentre elas Alô Alô Bamboleo, sendo que esta última voltou a fazer sucesso, na voz de Ney Matogrosso. Chico Buarque resgatou outra canção de André Filho, a belíssima Filosofia, composta em parceria com Noel Rosa.



Depois de Cidade Maravilhosa, o compositor experimentou, por cerca de dez anos, um grande sucesso, apresentando um programa na Rádio Nacional, patrocinado pela empresa Café Cruzeiro Extra, que pertencia ao seu avô e cujo slogan, de sua autoria, “Gostoso até sem acúcar”, é lembrado até hoje.

André Filho foi nosso vizinho ilustre em vários endereços da cidade. 

Nasceu pelas mãos de sua avó portuguesa, parteira, no dia 21 de março de 1906, na Rua da Ajuda, residência de sua bisavó. Em seguida, a família mudou-se para a Rua Catumbi, 67 - a casa branca e azul, da foto ao lado, -   onde funciona hoje a Associação Comercial daquele bairro. 
Quando André tinha 12 anos, houve nova mudança para a Rua do Matoso, 78, onde foi composta a célebre marchinha Cidade Maravilhosa. Hoje, este endereço abriga um supermercado.
Em 1942, a família mudou-se para Copacabana, residência de seu avô.
Era um lindo casarão com grandes vitrais coloridos, na Rua Xavier da Silveira, 73 e que ocupava todo o quarteirão até a Rua Miguel Lemos. Ali se reunia a elite musical da cidade e ali foram realizados inúmeros bailes no grande salão da residência que podia abrigar até 100 pares rodopiando pelo grande espaço.

André Filho residiu em Copacabana até morrer em 1974. Após o falecimento de sua avó, em 1976, o casarão foi vendido e demolido dando lugar à construção de um hotel e de um prédio residencial. Curiosamente, a casa de número 75, da mesma rua, foi tombada em 1976 pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro e hoje pertence ao INSS. A casa de André Filho, não.


domingo, 26 de fevereiro de 2017


    O blog tem como tema nesse mês de FEVEREIRO... o CARNAVAL!
                             A cada semana um nome celebrando a festa!

Resultado de imagem para carnavalNOSSOS VIZINHOS ILUSTRES  de FEVEREIRO 
              
   .  João de Barro, o Braguinha
   .  Emilinha Borba
   .  Lamartine Babo
   .  Oswaldo Nunes

sábado, 25 de fevereiro de 2017

OSWALDO NUNES


 .  Rua Dídimo, 29 - Centro  

ÔBA!
Esse foi o grito que contagiou a cidade...


Resultado de imagem para oswaldo nunes...e fez conhecido o talento do compositor carioca Oswaldo Nunes (1930-1991). Órfão de pai e mãe, foi criado por instituições de amparo ao menor, aos 13 anos fugiu, e passou algum tempo vivendo na marginalidade no bairro boêmio da Lapa. Depois foi vendedor de balas, engraxate, camelô e artista de rua. Até que começou a frequentar rodas de samba e blocos de carnaval e sentiu que tinha inspiração para compor músicas e talento para cantar. Aos 20 anos compôs seu primeiro samba e teve composições suas gravadas por alguns artistas de sucesso, como Leny Everson. 

Mas foi em 1962 que compôs para o Bloco Carnavalesco Bafo da Onça aquele que seria seu maior sucesso, o samba Ôba, e que se tornou o hino oficial do bloco e um dos maiores hits do carnaval de todos os tempos.



Daí em diante se tornou sinônimo de Bafo de Onça...




 ... e, popular com outras músicas de grande sucesso e sua forma de interpretar peculiaríssima, cheia de alegria e irreverência. 

Destaque para 



Oswaldo Nunes morou em vários locais no Centro do Rio. Em especial na lendária Villa Ruy Barbosa, na Rua Dídimo, 29, no Centro do Rio e sua última residência foi um quitinete na Avenida Gomes Freire, 740, apartamento 412, no Rio de Janeiro, onde morreu assassinado.

Imagem relacionada 
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Villa Ruy Barbosa

A Villa Ruy Barbosa ocupava todo o quarteirão formado pelas ruas Henrique Valadares, Inválidos, Senado e Ubaldino do Amaral.
Existiam casas que estavam voltadas para estas ruas e 3 acessos à parte interna da vila. Um deles, o que interligava a R. Henrique Valadares à R. do Senado, chamava-se Rua Dídimo, o à Rua dos Inválidos que se encontrava com a Rua Didimo, formando um T, e outro que cortava as 3 travessas internas que se chamavam Chiquita, Bem te Vi e Adélia. Nestas travessas haviam 8 ou 10 casas térreas de cada lado, e acima destas casas ficavam os quartos individuais para solteiros.
Além de casas para moradia, a Villa Ruy Barbosa possuía: uma lavanderia, um forno de incineração de lixo, dois armazéns de secos e molhados, um açougue, uma farmácia, uma carvoaria, um restaurante, uma sapataria. E tudo isso dentro de uma área arborizada, calçada e iluminada .

A melhor época na Villa, para os que lá viveram, era a das festas juninas, onde balões enormes eram soltos fazendo um cenário lindo com as ruas estreitas da Villa. As travessas eram enfeitadas com bandeirinhas e fogueiras eram acesas e, conta-se que  Oswaldo Nunes era o assador oficial de batata-doce nas fogueiras.

Esta Villa começou a ser demolida no início dos anos 70, para construção de prédios residenciais, como os 3 prédios que hoje existem na Rua Ubaldino do Amaral.

Uma curiosidade:

Onze anos depois de sua morte, a Justiça deu a sentença do espólio do cantor. Em testamento, o sambista deixou um apartamento e todos os seus direitos autorais para o Retiro dos Artistas, no Rio 
Belo gesto!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

LAMARTINE BABO


 . Rua Jorge Lóssio, 36 casa 2 - Tijuca   


Lamartine de Azeredo Babo, ou simplesmente Lamartine Babo (1904-1963) o compositor brasileiro, autodidata, autor de valsa, opereta, samba-canção, hinos, marchinhas de carnaval e juninas, músicas maravilhosas que foram do humor refinado e a irreverência ao profundo sentimento.  

 Lalá, como era conhecido, era uma das pessoas mais bem humoradas e divertidas de sua época, daí suas letras primorosas nas marchinhas carnavalescas - cantadas até hoje - como O Teu Cabelo Não Nega, Grau 10, Linda Morena, Cantores do Rádio, Joujou e Balangandãs, Ride Palhaço História do Brasil  - letra considerada verdadeiro painel surrealista e premonitoriamente tropicalista, que abriu o caminho poético/popular do absurdo que Stanislaw Ponte Preta trilhou mais tarde com o Samba do Crioulo Doido -  dentre outras.

Também, quando falamos em futebol é impossível não lembrarmos que Lamartine Babo compôs hinos de 11 clubes cariocas. E tudo começou por acaso, quando ele compôs uma marchinha para o Flamengo no carnaval de 1945, que acabou virando o hino informal do time até hoje. Diante do enorme sucesso. Heber de Boscoli, que fazia o programa ‘Trem da Alegria’ com Lamartine propôs o desafio dele compor um hino por semana para os outros clubes de futebol do Rio. O resultado é que no final da década de 40 todos os 11 times que disputavam o Campeonato Carioca já tinham os seus hinos.



Nasceu na Rua das Violas, atual  Teófilo Otoni, no centro da cidade do Rio de Janeiro, depois a família logo mudou-se para o bairro da Tijuca, expulsa do centro da cidade que ingressava na Belle Époque.  Já adulto, morou na Rua Frei Caneca, 163 (último andar) e depois em uma vila - existente até hoje - na Rua Jorge Lóssio, 36 casa 2


Solitário até 1951, casou-se nesse ano com Maria José Barroso,  a Zezé, que conhecera num hospital de Petrópolis quando animava doentes cantando e contando piadas, em trabalho voluntário.






Em 1981, no carnaval, só deu Lalá.

A escola de samba carioca 
Imperatriz Leopoldinense conquistou seu primeiro bicampeonato com o enredo "O teu cabelo não nega", de Arlindo Rodrigues, uma comovente e divertida homenagem ao compositor.





No dia 13 de junho de 1963, quando se recuperava de um enfarte sofrido alguns meses antes, Lamartine Babo foi ao Golden Room do Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, assistir ao ensaio de um musical de Carlos Machado inspirado em suas marchinhas de carnaval e que tinha por título a mais famosa delas: O Teu Cabelo Não Nega
Entrevistado para um telejornal, quis saber se a conversa iria ao ar no mesmo dia. 
“Hoje não, porque temos a entrevista de Tom Jobim,
que chegou dos Estados Unidos”
,
 respondeu o repórter. 
“Ah! Quer dizer que agora eu estou um tom abaixo?”
Foi o último de seus muitos e célebres trocadilhos. Três dias depois, sem ter chegado a ver a estreia do espetáculo, Lalá morria.

Curiosidade... 
...é o fato de um dos hinos mais belos não só da carreira de Lamartine como do futebol brasileiro ser plágio.

Na verdade o hino do América foi baseado na música “Row Row Row”, trilha de um musical da Broadway chamado “Ziegfeld Follies”, composta em 1912. Lamartine provavelmente conheceu a música quando o musical virou um filme recheado de estrelas, como Fred Astaire, Judy Garland e Gene Kelly e ganhou o festival de Cannes em 1947.





domingo, 12 de fevereiro de 2017

EMILINHA BORBA


 . Rua Roberto Dias Lopes, 83 apto. 402 - Leme  
 Com v
ocês, a minha, a sua, a nossa favorita...

Esse foi o bordão de um dos maiores fenômenos de idolatria
da Era do Rádio no Brasil:
Emilinha Borba (1923-2005).


Emília Savana da Silva Borba, a Favorita da Marinha Emilinha Borba nasceu no bairro da Mangueira, no Rio de Janeiro, e ainda menina,  contrariando um pouco a vontade de sua mãe, apresentou-se em diversos programas de auditório e de calouros, acabando por participar do  "Calouros do Ary", onde obteve a nota máxima, interpretando "O X do Problema", de Noel Rosa. Logo depois, começou a fazer parte do coro da gravadora Columbia. Formou com Bidú Reis (Edila Luísa Reis) a dupla "As Moreninhas,", que gravou para a coleção"Discoteca Infantil", uma das adaptações de João de Barro, o Braguinha, a "A História da Baratinha". Desfeita a dupla, passou a cantar sozinha e foi logo contratada pela Rádio Mayrink Veiga, recebendo de César Ladeira o título de "Garota Grau Dez".

Ilustre moradora da Zona Sul carioca, Emilinha morou em alguns endereços entre o Leme o Posto IV.
Emilinha morou na Rua Roberto Dias Lopes, 83 apartamento 402 , Edifício Marquês de Lucena, no Leme, e também nas ruas Assis Brasil e Figueiredo Magalhães, em Copacabana.

o prédio no Leme onde morou Emilinha

A sua carreira começa quando em 1939, foi levada por sua madrinha artística, Carmen Miranda, de quem sua mãe era camareira, para fazer um teste no Cassino da Urca, tendo que aumentar sua idade, por ser menor. Foi Carmen Miranda quem lhe emprestou o vestido e sapatos plataforma.

Foi contratada da Rádio Nacional do Rio de Janeiro durante 27 anos. Lá atingiu o ápice de sua carreira artística, tornando-se a cantora mais querida e popular do país. Seus sucessos eram carnavalescos e de meio de ano. Daí que Emilinha foi a primeira artista brasileira a fazer uma longa excursão pelo país com patrocínio exclusivo do Leite de Rosas. Sua foto, era obrigatória nas capas de todas as revistas e jornais do país. Calcula-se aproximadamente umas 350 capas nas mais diversas revistas nacionais.


O simples anúncio de sua presença em qualquer cidade ou lugarejo do país era feriado local e Emilinha simbolicamente recebia as chaves da cidade e desfilava em carro aberto. Dos concursos populares, que serviam na época como termômetro de popularidade do artista, 99,9% deram vitória a Emilinha Borba, tornando-a a artista brasileira que possivelmente possui mais títulos, troféus, faixas e coroas.

Emilinha já àquela época  interagia com seus fãs, amigos e leitores através das colunas Diário da EmilinhaÁlbum da EmilinhaEmilinha Responde e Coluna da Emilinha, que assinava em órgãos da imprensa como a Revista do Rádio, Radiolândia e o jornal “A Noite”
      

No cinema participou dos filmes "Banana da Terra",  e em diversos outros filmes clássicos da Atlântida, dentre os quais, "Laranja da China", "Vamos cantar", " É Fogo na Roupa" e "Aviso aos Navegantes”.




 No final dos anos 1960 teve edema nas cordas vocais e, após três cirurgias e longo estudo para reeducar a voz, voltou a cantar. Mas só em 2003 lançou, sem gravadora, um inédito disco solo, o CD "Emilinha Pinta e Borba", com participações de diversos cantores como Cauby Peixoto, Marlene, Ney Matogrosso, Luís Airão, Emílio Santiago, entre outros, vendendo o disco de forma bem popular, na Cinelândia, em contato com o público. E,em 2005, lançou o CD "Na Banca da Folia", para o carnaval.

Outro grande sucesso de carnaval... Can Can no Carnaval




Curiosidades

Resultado de imagem para emilinha borba rainha do radio 1949* Em 1949, devido ao grande sucesso "Chiquita Bacana" , ela passou a ser considerada a vencedora do concurso de Rainha do Rádio.. Entretanto, Marlene, uma cantora novata, apareceu e venceu o concurso de forma surpreendente, graças ao apoio da Companhia Antarctica Paulista. A empresa de bebidas estava prestes a lançar no mercado um novo produto, o Guaraná Caçula, e, atenta à popularidade da disputa, e querendo usá-la na propaganda de lançamento, deu à Marlene um cheque em branco, para que ela pudesse comprar quantos votos fossem necessários para sua vitória. Assim, Marlene foi eleita Rainha do Rádio de 1949, com 529.982 votos.

Desse modo, originou-se a famosa rivalidade entre os fãs de Marlene e Emilinha, uma rivalidade que, de fato, devia muito ao marketing e que contribuiu expressivamente para a popularidade espantosa de ambas as cantoras pelo país.

*

*Em 1942, o Cineasta norte-americano Orson Welles estava filmando no Brasil o documentário inacabado "It's All True" (Tudo é Verdade). Enquanto permanecia no Rio de Janeiro, Welles iniciou um romance com Linda Batista, que era na época a cantora mais popular do Brasil e estrela absoluta do Cassino da Urca,  até que conhece Emilinha e começa a assediá-la, prometendo levá-la para Hollywood.
"Não tive caso com Welles. A verdade é que ele se apaixonou por mim, me assediou e não conseguiu. Eu era 'crooner' do Cassino da Urca. Welles estava sempre lá. Conversei umas três vezes com ele. Disse que me faria uma estrela. Não falava inglês e fiquei sem graça diante daquele americano grandão. Foi passageiro".
O anedotário do cassino registra que Linda rasgou o melhor vestido de Emilinha num surto de ciúme.
Desde essa época, Linda e Emilinha nunca mais se deram bem. 


domingo, 5 de fevereiro de 2017

BRAGUINHA



 . Rua Assis Brasil, 2 apto 802 - Copacabana


Resultado de imagem para disquinhos infantis braguinha compositor
Carlos Alberto Ferreira Braga conhecido como Braguinha (1907-2006), e também como João de Barro, é provavelmente o compositor de carreira mais longa no Brasil. Sua musicografia completa, inclusive com versões e músicas infantis, passa dos 420 títulos, uma das maiores e de maior número de sucessos de nossa música popular.

Carioca da Gávea, filho de um casal de classe média, no Colégio Batista, conheceu o violonista Henrique Brito, influência marcante em sua vida. Dessa parceria surgiu, em 1928, o grupo “Flor do Tempo”, que no ano seguinte passou a chamar-se "Bando dos Tangarás",  integrado também por Alvinho, Noel Rosa e Almirante.

Eclético, suas composições são conhecidas e cantadas por todos os brasileiros, desde a célebre Carinhoso, em parceria com Pixinguinha, e especialmente as marchinhas carnavalescas como Pirata da Perna de Pau, Chiquita Bacana, Touradas de Madri, A Saudade mata a Gente, Balancê, As Pastorinhas, Turma do Funil, Tem Gato na Tuba, "Yes, nós temos bananas" e A Mulata é a Tal, dentre outras.


Duas pessoas marcaram especialmente sua carreira: Alberto Ribeiro, seu maior parceiro, e Wallace Downey, um americano que o introduziu na indústria do cinema e dos discos. Com Alberto Ribeiro, escreveu argumentos e composições para a trilha sonora de filmes como "Alô, Alô, Brasil" e "Estudantes", cujo personagem principal foi interpretado por Carmem Miranda.

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Em 1938, passou a fazer dublagens para produções cinematográficas realizadas por Walt Disney, como"Branca de Neve e os Sete Anões”,"Pinóquio" , "Dumbo" e "Bambi".
  
Resultado de imagem para disquinhos infantis braguinha compositor Em 1938, casou-se com a professora Astréa RabeloCantolino. Com o nascimento de sua única filha, Maria Cecília, em 1939, dedicou-se às histórias infantis. Escreveu, adaptou e musicou várias delas, dentre as quais "Estória de Dona Baratinha", "Os Três Porquinhos" , A Formiga e a Cigarra"
e "Festa no Céu”
Se Maria Cecília chorasse, a historinha não era boa. Se ficasse contente, o caminho estava certo, pois "o importante é que as crianças gostem e fiquem felizes", dizia.

Como autor de versões, Braguinha se destacou em diversas composições com parceiros internacionais, como Charles Chaplin em "Luzes da Ribalta" e "Sorri”, e a versão da "Valsa da Despedida", tema do filme "A ponte de Waterloo”,juntamente com Alberto Ribeiro. Um de seus maiores sucessos internacionais "Copacabana", composta em 1944, foi gravada por Dick Farney, dois anos depois.
Recebeu várias homenagens em vida, como os espetáculos "O Rio Amanheceu Cantando", na boate Vivará, em 1975,  "Viva Braguinha", na Sala Sidney Miller, em 1983, 



no ano da inauguração do Sambódromo, 1984, foi tema da Mangueira, escola campeã daquele ano com o samba enredo "Yes, nós temos Braguinha", com samba de Jurandir, Hélio Turco, Comprido, Arroz e Jajá.




Braguinha foi vizinho ilustre na Tijuca, na Rua Barão de Pirassununga, 62 . Só foi morar na zona sul na década de 70. Vizinho ilustre de Copacabana, Braguinha e sua mulher viveram  num apartamento no oitavo andar de um prédio na  Rua Assis Brasil, 2 apartamento 802, esquina  com a Praça Cardeal Arcoverde.




Faleceu aos 99 anos, em 24 de dezembro de 2006.

Uma curiosidade:
Porque o pai de Braguinha, diretor da fábrica de tecidos Confiança, não gostava de ver o nome da família circulando no ambiente da música popular, mal visto na época, ele resolveu adotar um pseudônimo. Como estudante de arquitetura, na Escola Nacional de Belas Artes, escolheu  João de Barro. Nome de um pássaro... arquiteto, 


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017


Resultado de imagem para VERÃO

O blog tem como tema nesse mês de JANEIRO, 
O VERÃO.

A cada semana um nome celebrando o tema!


NOSSOS VIZINHOS ILUSTRES
  de JANEIRO

domingo, 29 de janeiro de 2017

RUBEM BRAGA


 . Rua Barão da Torre, 42 - Ipanema   

Considerado como um dos melhores cronistas brasileiros, Rubem Braga (1913-1990) lançou seu primeiro livro de crônicas, O Conde e o Passarinho, em 1936.
Foi  correspondente de guerra junto à FEB (Força Expedicionária Brasileira), correspondente internacional de O Globo em Paris, em 1947, e do Correio da Manhã em 1950; embaixador do Brasil no Marrocos entre 1961 e 1963,  e escreveu ao longo de 62 anos de jornalismo, mais de 15 mil crônicas em diversos jornais brasileiros.

O cronista ficou famoso pelo seu temperamento introspectivo e por gostar da solidão. Segundo o crítico Afrânio Coutinho, a marca registrada dos textos de Rubem Braga foi a
       "crônica poética, na qual alia um estilo próprio a um intenso lirismo,
provocado pelos acontecimentos cotidianos, pelas paisagens,
pelos estados de alma, pelas pessoas, pela natureza."

Suas crônicas eram marcadas pela linguagem coloquial e pelas temáticas simples.  Mostrava seu estilo irônico, lírico e extremamente bem humorado. Mas sabia também ser ácido e escrevia textos duros defendendo os seus pontos de vista.

Falou em muitas de suas crônicas dos temas verão, mar, praia, e seus personagens como amigos, a viúva na praia, as meninas, as mulheres.

Natural de Cachoeiro do Itapemirim, no Rio de Janeiro, morou e foi nosso vizinho ilustre
  •  primeiro, numa pensão do Catete, onde foi companheiro de Graciliano Ramos;
  • depois, numa casa no Posto Seis, em Copacabana, na Rua Júlio de Castilho,78 , onde o telefone antigo era 27-2053.
  • e por fim no famoso apartamento de cobertura na Rua Barão da Torre, 42 ,em Ipanema, onde mantinha um jardim com pitangueiras, passarinhos, e tanque de peixes. 


Curiosidades:
  • Certa vez disse

    “Às vezes a gente parece que finge que trabalha; o leitor lê a crônica e no fim chega à conclusão de que não temos assunto. Erro dele. Quando não tenho nenhum frete a fazer, sempre carrego alguma coisa, que é o peso de minha alma, e olhem lá que não é pouco.”
Aliás, Manuel Bandeira dizia que o amigo Braga quando tinha assunto era magnífico, mas quando não tinha, era melhor ainda.
  • O acesso da estação de metrô de Ipanema na esquina das ruas Teixeira de Mello e Barão da Torre foi batizado com o nome do escritor, pois a passagem está próxima à famosa cobertura.




domingo, 22 de janeiro de 2017

DICK FARNEY




 . Rua Julio Ottoni, 459 - Santa Teresa   







Farnésio Dutra e Silva, ou Dick Farney (1921-1987), consagrado cantor, pianista e compositor carioca ficou famoso como crooner da orquestra de Carlos Machado, apresentando-se no Cassino da Urca e seu repertório era repleto de sucessos da música norte-americana.Em 1946, foi convidado para ir para os Estados Unidos, depois de encontrar-se com o arranjador Bill Hitchcock e o pianista Eddie Duchin, no Hotel Copacabana Palace.

Durante esta temporada, gravou o famoso tema jazzístico Tenderly, considerada a primeira gravação mundial da canção, a qual, mais tarde, se tornaria sucesso na voz de Nat King Cole.

"Meia-Noite em Copacabana", show bem ao estilo da Broadway, com temas americanos e brasileiros, gravado ao vivo em 1956, e lançado pela gravadora Polydor, é considerado um marco para a bossa nova, devido à mistura de samba com jazz.



LP MEIA-NOITE EM COPACABANA COM DICK FARNEY




Com o advento do novo ritmo, grava, a convite de Aloysio de Oliveira, pela gravadora Elenco, o disco Dick Farney, com a participação especial de Norma Bengell.

A faixa Você (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli) é considerada uma das mais belas gravações da bossa nova.





Mas foram duas canções,

que têm como tema nossas praias, que

 marcaram sua carreira:



Teresa da Praia (de Tom Jobim e Billy Blanco)



e o samba-canção Copacabana, de Braguinha e Alberto Ribeiro,  que Dick Farney gravou em 1946, inaugurando a era do samba-canção, e definiu o artista como fundador do estilo que perdurou por muitos anos e influencia estilos até hoje.






Atuou também com sucesso nos primórdios da televisão brasileira. Em 1959, no programa Dick Farney Show, na TV Record - Canal 7 de São Paulo, e na recém-inaugurada TV Globo - Canal 4, Rio de Janeiro, apresentando o programa Dick e Betty 17, com Betty Faria.


Dick Farney, que nos deixou aos 65 anos em 1987. Foi Nosso Vizinho Ilustre na Rua Júlio Ottoni em Santa Teresa, e a casa de nº 459, onde ele nasceu e morou até 1960, ainda guarda a placa em sua homenagem.










domingo, 15 de janeiro de 2017

LIAN PONTES DE CARVALHO, o inventor do Frescobol


 . Avenida Atlântica, 1496 - Copacabana 


 Lian Pontes de Carvalho, paraense, era frequentador do trecho da praia de Copacabana compreendido entre o Copacabana Palace Hotel e a Rua Duvivier , o chamado posto dois e meio. Nadador,  era dono de uma fábrica de móveis de piscina, pranchas e esquadrias de madeira, na Rodovia Presidente Dutra.  Ele começou a jogar na areia algo semelhante ao jogo de raquetes, jogado por oficiais franceses, espanhóis e ingleses. Uma espécie de tênis na areia, em 1945.Em sua fábrica, Lian confeccionou as primeiras raquetes, mas elas pereciam, com facilidade, por causa da maresia. 




Após o término da 2ª Guerra Mundial, o jogo tomou impulso na areia e as raquetes do "seu"Lian vendidas na praia com o auxílio dos guarda-vidas. Sem o intuito de patenteá-las, ele chegou a comercializar boa quantidade delas para uma loja do centro da cidade. Os que não podiam comprar ou mandar fazer suas raquetes em serrarias cortavam pedaços de madeiras nas obras dos prédios em construção na Avenida Atlântica e lhes davam forma e acabamento aparando-as árdua e pacientemente com cacos de vidro, serra tico-tico e lixa. As raquetes eram rústicas e pesadas.  

Lian Pontes de Carvalho, morou no edifício de n.º 1496, na Avenida Atlântica, esquina de Rua Duvivier, já demolido.


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Vendo essa limitação, já na década de 1950, o arquiteto Caio Rubens Romero Lyra, morador da Rua Bulhões Carvalho, no lado do Arpoador, decidiu pedir a um amigo carpinteiro construir outras raquetes mais resistentes à água do mar. O carpinteiro trabalhava na própria casa, na Rua Sousa Lima, também em Copacabana.

Até essa época, o frescobol não tinha esse nome. Ele era conhecido apenas como "tênis de praia", e sua prática na beira da água causa polêmica, por oferecer risco à segurança de caminhantes e banhistas.



Ia, assim o tal tênis da praia se tornando um esporte.

O nome  do esporte, existem duas versões para sua origem. Uma, que foi criado a partir da expressão "frescor do final da tarde" , que  ”era utilizada por senhoras que frequentavam a praia, à tarde. Os “gringos” que não suportavam jogar no auge do calor, preferiam à tarde, no frescor. E aí misturaram os termos “FRESCO” + “BALL” e os cariocas denominaram, então, o esporte de Frescobol.


Outra versão é que o nome teria sido dado, de forma brincalhona, por um de seus praticantes em 1958, o humorista Millôr Fernandes, que naquela época fazia muito sucesso com suas páginas da coluna O Pif-Paf, da revista O Cruzeiro. Era uma forma de definir o pingue-pongue de praia como um esporte de "fresco".

O esporte estendeu-se ao Leme e ao posto 6 sempre com um número crescente de praticantes, o que originou os primeiros atritos entre praticantes e banhistas, e que determinou a primeira proibição pela polícia, em Copacabana, nos anos 50 e 51, transferindo-se para a Praia do Diabo, onde se tornaria a grande academia de Frescobol. Junto com Lian os primeiros jogadores de frescobol foram: Milton Cavalcanti, Geraldo Éboli, Haroldo Hage Nicolau, vários integrantes do famoso Clube dos Cafajestes, como Carlinhos Niemeyer e Mariozinho de Oliveira.

Curiosidades:
  • O frescobol, hoje,é Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro. 
  • Dia 10 de julho é o Dia Estadual do Frescobol

sábado, 7 de janeiro de 2017

LEILA DINIZ


 . Av. Epitácio Pessoa, 204 - Ipanema   



Leila Diniz
(1945 - 1972) uma atriz brasileira que esteve sempre à frente de seu tempo: autêntica, forte, destemida, pioneira, a Musa de Ipanema
“Viver intensamente é você chorar, rir, sofrer, participar das coisas, achar a verdade nas coisas que faz. Encontrar em cada gesto da vida o sentido exato para que acredite nele e o sinta intensamente”.

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Leila Diniz quebrou tabus em uma época em que a repressão dominava o Brasil, exibindo sua gravidez de biquíni na praia e chocando o país inteiro ao proferir a frase: transo de manhã, de tarde e de noite. Leila falava de sua vida pessoal sem nenhum tipo de vergonha ou constrangimento e detestava convenções. Foi invejada e criticada pela sociedade conservadora da época e pelas feministas.


Concedeu diversas entrevistas marcantes à imprensa, mas a que causou grande furor foi a concedida ao jornal O Pasquim, em 1969. Nessa entrevista, ela, a cada trecho, falava palavrões que eram substituídos por asteriscos, e ainda disse: Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama com outra. Já aconteceu comigo. Foi o exemplar mais vendido de O Pasquim. Depois da publicação dessa entrevista, foi instaurada a censura prévia à imprensa no Brasil, mais conhecida como Decreto Leila Diniz.

Perseguida pela polícia política, Leila se escondeu no sítio do colega de trabalho Flávio Cavalcanti, tornando-se em seguida jurada do programa desse apresentador. Alegando razões morais, a TV Globo não renovou o contrato da atriz. De acordo com Janete Clair, não haveria papel de prostituta nas próximas telenovelas da emissora.
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Meses depois, Leila reabilita o teatro de revista, e começa uma curta e bem sucedida carreira de vedete, estrelando a peça tropicalista Tem banana na banda e improvisando a partir dos textos escritos por Millôr Fernandes, Luiz Carlos Maciel, José Wilker e Oduvaldo Viana Filho. Devido ao sucesso do musical, Leila recebe de Virgínia Lane o título de Rainha das Vedetes.

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Eleita Rainha da Banda de Ipanema, no carnaval de 1971, Leila Diniz morreu em um acidente aéreo, da Japan Airlines, no dia 14 de junho de 1972, aos 27 anos, no auge da fama, quando voltava de uma viagem à Austrália.


Um cunhado advogado se dirigiu a Nova Délhi, na Índia, local do desastre, para trazer os restos mortais da atriz. Acabou encontrando um diário que continha diversas anotações e uma última frase, que provavelmente estava se referindo ao acidente: Está acontecendo alguma coisa muito es....

Leila Diniz foi nossa vizinha ilustre de Ipanema.

Morou na linda casa situada à Av. Epitácio Pessoa, 204, onde funciona o Artigiano Ristorante, comandado pela família Aleixo, tendo à frente a matriarca Anna Aleixo.

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E também nossa vizinha ilustre do Leblon, onde viveu no edifício My Rose, à Avenida Ataulfo de Paiva, 630.


Leila Diniz, defensora do amor livre e do prazer sexual, é sempre lembrada como símbolo da revolução feminina, que rompeu conceitos e tabus por meio de suas ideias e atitudes. Participou, ao todo, de quatorze filmes, doze telenovelas e várias peças.