domingo, 16 de junho de 2019

AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA



  . Praia de Botafogo, 48 - Botafogo  


Resultado de imagem para aurelio buarque de holandaAo contrário do que se pensa, Aurélio não é pai nem tio de Chico Buarque, mas sim primo, pois sua mãe era irmã de Cristóvão Buarque de Holanda.

Aurélio Buarque de Holanda (1910-1989 )virou sinônimo de dicionário. Seu sucesso transcendeu à sua morte e o nome "Aurélio" significa dicionário. Em 1941 executou um trabalho lexicográfico, colaborando com o Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa. Daí em diante, tornou-se um dicionarista de inquestionável sucesso, tanto que para referir-se a dicionário, todos dizem simplesmente "Aurélio".
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Escritor, lexicógrafo, tradutor, filólogo e crítico, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira nasceu em Passo de Camaragibe, Alagoas, em 1910, onde iniciou seus estudos e seu interesse pela língua e literatura portuguesas. Embora formado em Direito pela Universidade do Recife, dedicou-se ao magistério, lecionando português, francês e literatura nos colégios Anglo-Americano e Pedro II, na Fundação Getúlio Vargas e no Instituto Rio Branco.

Paralelamente à sua dedicação aos dicionários, Aurélio Buarque de Holanda escreveu, organizou e colaborou na publicação de várias obras, além de traduzir diversos autores consagrados, como Charles Baudelaire, Gustave Flaubert, Pablo Neruda, entre outros.

De seu livro de contos e crônicas “Dois Mundos”, publicado em 1942 e premiado pela Academia Brasileira de Letras em 1944, destaca-se o antológico “O Chapéu de Meu Pai”, traduzido em vários idiomas.

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“Meus olhos se cravam no chapéu. Está no cabide tal como meu Pai o usava - quebrado para a frente - o chapéu marrom, comum, de abas debruadas, o chapéu de meu Pai.

O chapéu fica sozinho, até o dia seguinte, pois geralmente meu Pai não sai de casa à noite de uns tempos para cá. A gente olha o porta-chapéus e adquire a certeza de que o dono da casa não saiu. Não é só porque vê o chapéu: é porque vê a pessoa. Se nos descuidarmos, diremos, apontando o chapéu: - Olhe Seu Manuel ali."

Contratado pelo Ministério das Relações Exteriores, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1938 e, de 1947 a 1960, foi responsável pela seção “O Conto da Semana”, no Suplemento Literário do Diário de Notícias do Rio de Janeiro, com a colaboração do amigo Paulo Rónai.

Com Paulo Rónai, Aurélio organizou e traduziu os dez volumes da coleção Mar de Histórias, antologia do conto mundial, que teve seu primeiro volume publicado em 1945. Participou, entre 1944-49, da Associação Brasileira de Escritores, foi membro da Academia Brasileira de Filologia, do Pen Clube do Brasil, do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, da Academia Alagoana de Letras e da Hispanic Society of America. A partir de 1950, foi responsável pela seção "Enriqueça seu Vocabulário", da revista Seleções, do Reader's Digest. Oito anos depois, todos os seus artigos foram reunidos em um livro, que levaria o mesmo nome.

Aurélio Buarque de Holanda foi nosso vizinho ilustre
à Praia de Botafogo, 48 




Em 1961, foi eleito para ocupar a cadeira número 30 da Academia Brasileira de Letras e, em 1986, recebeu o Prêmio Jabuti de Personalidade Literária do Ano, concedido pela Câmara Brasileira do Livro.







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Casado desde 1945 com Marina Baird (foto ao lado), sua fiel colaboradora, Aurélio Buarque de Holanda faleceu no Rio de Janeiro, no dia 28 de fevereiro de 1989. 













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