sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

ANTONIO RODRIGUES,PAPAI NOEL

 . Rua Maxwell 20 B - Vila Isabel  
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Antonio Rodrigues ( 1918 -1990) ex- entregador de marmitas, motorista de lotação da linha Muda-Copacabana, afinador de pianos da Escola Nacional de Música, carioca de Vila Isabel, começou em 1952, modestamente em uma loja de Copacabana, uma atividade profissional que acabou registrada na Carteira de Identidade do Instituto Félix Pacheco:
PAPAI NOEL.


Um dia, ao volante, decidiu que a melhor maneira de ajudar as crianças seria se tornar o bom velhinho e acabou encontrando vaga nas Lojas Americanas de Copacabana, com um salário de 150 cruzeiros. Na hora h vestiu a roupa e não resistiu à emoção. O choro e as lágrimas destruíram a maquiagem , e ele começou a função uma hora depois do combinado.

Dez dias depois, soube que a Legião Brasileira de Assistência  faria uma grande festa no Maracanã. Procurou dona Darcy Vargas, a primeira-dama, e se ofereceu pra ser o Papai Noel. Assim , em 22 de dezembro de 1952 , Papai Noel descia pela primeira vez de helicóptero no estádio cheio de crianças. Nos anos seguintes outros presidentes e primeiras-damas iriam recebê-lo, da tribuna de honra até que em  1958 o prefeito do Rio lhe concedeu o título oficial da cidade e em 1959, Juscelino Kubitschek concedeu-lhe o título de Papai Noel Oficial do Brasil. Em 1963, ele ganhou a carteira de identidade número 505520 do Instituto Félix Pacheco, com o título incorporado ao nome.

Foi casado por 53 anos com dona Nailda, teve uma única filha, que morreu logo após nascer. 

Morador de uma casa amarela, na rua Maxwell 20-B, onde qualquer carta dirigida a Papai Noel era entregue pelos Correios -  que sabiam de cor esse endereço - e onde ele mesmo montou um museu com objetos, fotos e reportagens.




Ao longo de 38 anos reuniu milhões de pessoas no Maracanã pra assistir à "sua" chegada. Morreu em novembro de 1990.
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Uma curiosidade:
Durante 21 anos teve um "contrato" com o jornal O GLOBO, que organizava a festa da chegada de Papai Noel. Mas um contrato com o empenho de sua palavra, sem nenhum papel assinado e dizia sempre que ele iria vigorar "enquanto eu estiver sobre a Terra".






2 comentários:

Gilmar Pereira de Amirim disse...

Estou hoje com 62 anos e posso dizer que uma das maiores alegrias que tive em minha vida foi o prazer de ter convivido em alguns momentos em sua companhia.

Nossos Vizinhos ILustres disse...

Que legal, Gilmar!

Ele também fez parte da minha infância por conta de algumas vezes, que fui ver a chegada de Papai Noel na Quinta da Boa Vista.
Volte sempre ao blog, seja bem-vindo por aqui e visite outros Vizinhos Ilustres!

Abs,
Elizabeth