domingo, 23 de julho de 2017

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


  . Rua Conselheiro Lafayete, 60 - Copacabana  


Resultado de imagem para carlos drummond de andradeCarlos Drummond de Andrade (1902-1987) poeta, escritor, jornalista, cronista e tradutor brasileiro, considerado por muitos o mais influente poeta brasileiro do século XX. Foi um dos principais poetas da segunda geração do Modernismo brasileiro.

Nascido em uma família de fazendeiros de Itabira MG, em 31 de outubro de 1902, Drummond iniciou seus estudos em sua cidade natal, rumando depois para Belo Horizonte para o Colégio Anchieta de Nova Friburgo, de onde foi expulso por "insubordinação mental", após um incidente com seu professor de português.

Por pressão de sua família, cursou farmácia em Ouro Preto, casando-se ao término do curso com Dolores Dutra de Moraes. Entretanto, não exerceu esta profissão, fundando, em 1925, com outros escritores, "A Revista", que, embora tenha tido somente três edições, foi importante para a afirmação do movimento modernista em Minas Gerais.

Convidado por Gustavo Capanema exerceu a chefia de gabinete do Ministério da Educação até 1945. Com a saída de Capanema do governo, deixou o ministério e assumiu o cargo de editor da “Imprensa Popular”, jornal comunista de Luiz Carlos Prestes, de onde se afastou poucos meses depois, por discordar da orientação editorial do jornal. Foi então chamado para trabalhar no Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (DPHAN), onde permaneceu até se aposentar em 1962.

Além de ser considerado um dos maiores poetas brasileiros, Drummond brilhou também no jornalismo como cronista - “Correio da Manhã”, a partir de 1954, e  “Jornal do Brasil”,  de 1969 até 1984 - como radialista -  colaborou com os programas "Vozes da Cidade", da Rádio Roquete Pinto e "Cadeira de Balanço" da Rádio Ministério da Educação - e como tradutor de famosos autores como Balzac, Laclos, Proust, García Lorca, Mauriac e Molière.

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Primeira crônica no Correio da Manhã, sobre a falta de água no Rio. 




Resultado de imagem para carlos drummond de andradeDo início de suas primeiras obras  - “Alguma Poesia”, publicada em 1929, numa edição de 500 exemplares, paga por ele mesmo, e “Brejo das Almas”, de 1934 - até  o derradeiro poema, em 31 de janeiro de 1987 ,"Elegia a um Tucano Morto", que integrou "Farewell", último livro organizado pelo poeta, escreveu textos marcantes. Seus temas eram preferencialmente o indivíduo, a terra natal, a família e as vivências de menino, os amigos, o choque social e a violência humana, o amor e a própria poesia. Foram consideradas suas principais obras"Claro Enigma", "Contos de Aprendiz", "A Mesa", "Passeios na Ilha", "Viola de Bolso", "Fazendeiro do Ar"; "Poesia até Agora", "Viola de Bolso Novamente Encordoada", "Fala, Amendoeira" e "Ciclo", além de “Rio de Janeiro em Prosa &Verso” (em colaboração com Manuel Bandeira) e “Reunião (10 Livros de Poesia”), "Tempo, Vida, Poesia" e  21 poemas para "Bandeira, a Vida Inteira", edição comemorativa do centenário de Manuel Bandeira. Passando por três obras primas: “Sentimento do Mundo” (1940), “José” (1942) e “Rosa do Povo” (1945).

Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto de 1987, aos 85 anos, poucos dias após a morte de sua filha única em Buenos Aires, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.


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Drummond foi nosso vizinho ilustre de Copacabana, bairro que fez morada desde que chegou ao Rio nos anos 1930. Primeiro na Rua Joaquim Nabuco, nº 81, onde residiu 36 anos, até 1962, quando a casa foi demolida. 

Na segunda residência ficou até o fim da vida, no apartamento 701 do Edifício Luiz Felipe, da Rua Conselheiro Lafayete, 60, na divisa com Ipanema.

 


Imagem relacionadaAli trabalhava a partir das nove da manhã depois de ler os jornais,  com sua Olivetti Studio, depois uma Remington, com uma passagem breve por uma máquina elétrica e cercado por estante com muitos livros







Também foi homenageado pelo carnaval carioca:
o poeta deu o título de campeã à Estação Primeira da Mangueira
com o samba-enredo “No Reino das Palavras”, em 1987. 

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Sua estátua, inspirada em sua foto, está localizada na Praia de Copacabana, no mesmo banco que costumava ficar, e está sempre cercada por admiradores e turistas.


Frases e ditos de Drummond:


“Os bolsos dos poetas só servem para guardar poesias.”


“Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer”.


”Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar”.


"Eu não disse ao senhor que não sou senão poeta?


"A dominante é a individualidade do autor, 
poeta da ordem e da consolidação, 

ainda que sempre, 

e fecundamente, contraditórias."



Em tempo: Há 90 anos, em 1928, Carlos Drummond de Andrade publicava na "Revista de Antropofagia" o poema "No Meio do Caminho", que ficou conhecido como "o poema da pedra" e que chocou a crítica literária da época.


*Atualizado em julho 2018

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